Escolhemos esse texto para ser o primeiro depois das considerações iniciais do blog, o Cadu escreveu, dai mandou pra mim e eu mudei algumas coisas escrevi um pouco mais, enfim, é uma obra conjunta, tentaremos postar aqui sempre obras conjuntas, e as vezes composições próprias.
Breno
Dentre todas as visões essa é a mais especial, encontra-se todo dia em uma nova tonalidade, tudo parece mudar de lugar a cada perda, cada perda de segundo que parece escurecer diante dos olhos e apagar-se junto às fagulhas resplandecentes amareladas, de minuto que vem a clarear a chuva que cai junto com o sol, de um dia que parece inacabável até que uma grande luz branca surge no céu em formato de bola numa noite tão linda e essa “lâmpada” criada pela noite parece que ilumina mais à frente, eu já posso ver os pontos que até então pareciam cinzas. Fazem-se frases que ecoam em nossas mentes, eu digo pro infinito “eu sou”, sou, o que seria se não fosse? Não dá pra saber, afinal nada sai do meu controle, não no meu mundo, não na minha mente, não em meus castelos e estradas que eu próprio construí. Sou o rei do meu mundo, meu dono, meu mundo, às vezes preguiçoso, às vezes perseverante quando algo me incomoda, às vezes esqueço de dar descarga e fica tudo ali acumulado, aqueles pensamentos que eu queria que fossem embora, quando aperto o “botão” vai tudo pra longe, não me importo onde irei guardar aquelas lembranças, qualquer outra saída deságua em reações nervosas e as vezes até egoístas.
Respiramos o ar que os carros soltam, acabamos com o oxigênio e transformamos em gás carbônico, os carros soltam gás carbônico, nós respiramos, e ele vira o quê? Somado a fumaça desse seu vicio aí vira câncer, vira morte, vira não ser, ou sei lá o quê? Imagina? Não dá, vem um mar inteiro de possibilidades, nem os mares não se resumem a um só, são sete infinitos que os piratas perpetuam, não tem nada de seguro nesse infinito, tem triângulo das bermudas que é infinito indecifrável como qualquer infinito dentro do suposto infinito, e nos perdemos naqueles 180 graus que vemos, dá pra ver a curva do mundo que os antigos desenhavam como uma taça transbordando.
Absorvemos tudo, cada problema. Egoísmo? Acho que sim, não é? Ajudamos alguém porque somos bondosos? Veio um pensamento na minha cabeça, pensei assim: Absorvemos e aprendemos vivendo o problema dos outros, assintindo parece muito fácil, será que chega a ser reconfortante? Não sei tenho até medo de pensar, mas nos sentimos querendo demonstrar poder, aumentar o ego, egoísmo, e é assim que ajudamos, pensando em absorver tudo pra nós mesmos, nos sentir bem com isso, com o poder, poder, poder, poder, surtos megalomaníacos às vezes ou por hora, sempre que podemos. O que posso e não posso afinal? Digo por mim, quem sou? Acho que só sei o que quero ser, ou não sei o que quero ser sabendo o que sou? Sou os dois, assim, sendo os dois. É um conjunto do Eu. Sou eu. É, sou! E como ia dizendo anteriormente, não ser é um tanto quanto inimaginável. Você às vezes tenta capturar os sentimentos dos outros, como se fosse fácil assim, como se houvessem iscas pra tal coisa, mas no fim você vira o peixe, indefeso naquele anzol com algo saboroso na ponta. Aquele sabor com gosto de morte.
Por Cadu tenório e Breno Araújo.
2 comments:
boa brenooooooooooo....
ta massa de mais o blogger de vcs...
bejus
testo objetivo e coeso, ao mesmo tempo que dá margem ao julgamento individual. bem legal a disposição, e tal. de parabéns, os dois boiolinhas! :)
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